O que é sono normal de criança? Parte 3 (final)

 

Tradução: Gabriela de O. M. da Silva

PARTE 3: COMPORTAMENTO NORMAL DOS PAIS E O MOTIVO DE NÃO NÃO FAZER MAL À CRIANÇA

 “Meu filho ainda dorme na nossa cama.”

Vários pais que dormem com suas crianças escutam comentários como “Seu filho nunca vai sair do seu quarto se você não tirá-lo” ou “Como fica a sua vida sexual?”. Os pais começam a se questionar se estão fazendo a coisa certa pelos filhos ou se vão acabar tendo um adolescente de 16 anos que ainda pede para subir na cama de  mamãe e papai toda noite. Primeiramente, vamos falar a respeito do momento em que a criança deixa a cama. Tenha certeza que seu filho não vai te arrastar para o dormitório da faculdade para conseguir dormir, mesmo se você não forçá-lo agora a sair da sua cama.

A idade em que a criança está pronta para dormir em seu próprio quarto varia bastante e compartilhar a cama é comum no mundo todo. Com certeza, os índices de cama compartilhada nos países nórdicos e asiáticos são muito maiores que os do Canadá ou Estados Unidos (Mindell, Sadeh, Wiegand, How, & Goh, 2010; Nelson & Taylor, 2001; Welles-Nystrom, 2005; para uma revisão, veja Cassels, 2013).  Pais entrevistados por um dos autores a respeito da idade em que a criança começou a transferência para outro quarto deram respostas em torno dos 18 meses até os 10 anos.

Alguns fatores que influenciam a idade de transição incluem: ter um irmão em outro quarto (assim é possível dividi-lo com outra criança), a presença de um novo bebê na cama (e a necessidade de ter segurança para o bebê novinho e sono ininterrupto para o mais velho), e as necessidades de desenvolvimento da própria criança. Ninguém deve dizer a uma família que precisam parar de compartilhar a cama, se ainda funciona bem para eles. Importante dizer que a pesquisa sobre quarto compartilhado estendido não encontrou nenhum atraso social, emocional ou cognitivo nas crianças que compartilhavam a cama, em comparação àquelas que foram logo cedo postas para dormir em seus próprios quartos. (e.g., Abel, Park, Tipene-Leach, Finau, & Lennan, 2001; Barajas, Martin, Brooks-Gunn, & Hale, 2011; Keller & Goldberg, 2004; Okami, Weisner, & Olmstead, 2002).

A segunda questão que é frequentemente posta, diz respeito à relação marital quando se tem uma cama familiar. Novas pesquisas que observaram cama compartilhada e satisfação sexual descobriram que não há influência negativa sobre a relação marido e mulher quando a cama familiar é feita de maneira intencional (Messmer, Miller, & Yu, 2012).  Quando a cama compartilhada é uma resposta aos problemas de sono da criança, os pais podem citar que há maior nível de estresse na relação, mas parece que essa questão se relaciona aos problemas de sono, e não à cama familiar em si. Quanto à intimidade, pais de crianças que fazem cama ou quarto compartilhado sempre encontram formas criativas de garantir que seus desejos sejam também supridos. Há excelentes (e engraçados) blogs a respeito, se você estiver precisando de sugestões.

“Meu filho só dorme se estiver mamando.”

A maioria dos pais nos primeiros meses descobre quão fácil um bebê dorme se estiver mamando. Na verdade, amamentar com frequência é o que faz nossos pequenos dormirem. Apesar de muitos não se preocuparem com isso enquanto o bebê é novinho, conforme vão crescendo começam a pensar a respeito. Não ajuda em nada o fato de que dormir enquanto mama ser um dos problemas de sono listados por pesquisadores da área (Melzer & Mindell, 2006) e o fato de que a família e os amigos sempre dizem que você está fazendo mal ao bebê  e que ele ou ela nunca vai aprender a dormir sozinho. Vários “especialistas de sono” recomendam que você não deixe o bebê pegar no sono enquanto mama, por medo de criar um “mau hábito”(Meltzer & Mindell, 2006), recomendando ao invés disso que você acorde o bebê antes de colocá-lo deitado no berço.

Desde que amamentar seu bebê até que ele durma não seja um problema para você, não é preciso se preocupar com isso. Como podemos dizer isso? Primeiro, porque uma criança cansada consegue dormir com ou sem mamar. Apesar de dormir no peito continuar sendo a forma preferida de adormecer da criança (cheia da proximidade e intimidade necessárias para a conexão afetiva), esse não vai ser um passo sempre necessário. Conforme a criança cresce, ela vai começar a adormecer em vários lugares e posições. Crianças novinhas não devem ser forçadas a adormecer sem conforto; elas podem sim precisar de alimento para se sentirem relaxadas e seguras o bastante para então adormecer. Outro fator a lembrar é que todas as crianças vez ou outra choram. Amamentar e acarinhar para dormir oferece conforto a essa criança, uma proximidade que está relacionada a respostas positivas no desenvolvimento. Isso não é uma coisa ruim, é simplesmente oferecer ao seu filho a proximidade que é parte natural do crescimento e paternidade/maternidade.

Se você ainda está em dúvida, tenha certeza que amamentar é uma forma natural de ajudar a criança a dormir e dar apoio ao seu crescimento. Os pais devem saber que o leite materno à noite contêm mais triptofano (um aminoácido que induz ao sono). Triptofano é um precursor da serotonina, um hormônio vital para o funcionamento e desenvolvimento cerebral. Ingerir triptofano nos primeiros anos de vida, leva a uma desenvolvimento de mais receptores de serotonina (Hibberd, Brooke, Carter, Haug, & Harzer, 1981). O leite materno noturno também contém aminoácidos que promovem a síntese da serotonina (Delgado, 2006; Goldman, 1983; Lien, 2003). Serotonina faz o cérebro trabalhar melhor, mantém a pessoa bem-humorada, e ajuda nos ciclos de vigília e sono (Somer, 2009). Então, devido ao triptofano e seus vários efeitos positivos, pode ser bastante importante para as crianças receber o leite materno da noite ou da madrugada por razões que vão além de apenas pegar no sono.

Outra preocupação que surge é que de crianças que dormem no peito (ou mesmo no colo) sempre despertam olhando o mesmo ambiente em que adormeceram. (Anders, Halpern, & Hua, 1992).  Isso pode causar choro quando eles acordam e se encontram em outro ambiente, como o berço por exemplo. [Entre os pais que compartilham a cama, vários comentaram que esses sinais diminuíram conforme os bebês aprenderam a procurar o peito da mãe e abocanhá-lo sozinhos quando acordavam à noite. Apesar dos despertares continuarem sendo grandes nas duplas que compartilhavam o leito (Mosko, Richard, & McKenna, 1997), essa interação natural promove uma forma simples e tranquila de lidar com o bebê ao despertar. Nesses casos, quando as crianças estão realmente prontas, colocá-las deitadas quando estiverem quase adormecidas e deixá-las terminar o processo de dormir por si mesmas, pode ajudar a reduzir os despertares que resultam em chamar pelos pais. Contudo, não se deve esperar que um bebê (ou criança pequena) durma a noite toda, já que eles têm várias necessidades que precisam ser atendidas pelos pais, mesmo durante a noite.

“Meu filho só tira uma soneca quando estamos fora de casa, ou andando, ou no meu colo.”

Não seria legal se nossos bebês e crianças quisessem dormir exatamente no lugar onde nós os colocássemos? Agora sem brincadeiras – seria maravilhoso, mas infelizmente não é dessa forma que os bebês dormem. Já ouvimos falar de mães que reclamam porque precisam dar uma volta fora de casa com o bebê para que ele consiga tirar uma soneca e moram em cidades com nevascas e temperaturas abaixo de zero graus, ou então precisam ficar andando o tempo todo (dentro ou fora de casa), o que significa que a sonecas não são um momento de descanso para a mãe, mas até mesmo desagradáveis.

Interessante é notar, que as situações mais comuns envolvem toque, som ou movimento, três itens abundantes para o bebê durante a vida no útero. Lembre-se que os bebês humanos nascem pelo menos 9 meses antes, quando comparados a outros animais por causa do tamanho de nossa cabeça (se crescessem mais, não conseguiriam passar pelo canal de nascimento; veja Trevathan, 2011), então por pelo menos 9 meses seus corpos esperam ter um “útero externo”. Então é uma surpresa muito grande que fora do útero eles esperem as mesmas coisas para fazê-los adormecer? A respeito do toque, sabemos que a ocitocina desempenha um papel importantíssimo nas sensações de satisfação, segurança e amor, todas as quais influenciam a qualidade do sono (Uvnäs-Moberg, 2003).  Então não é difícil imaginar que as crianças que estão fisicamente perto dos seus cuidadores, experimentando uma descarga de ocitocina, têm muito mais chances de pegar no sono e continuar dormindo.

Um segundo fator é o som -mais precisamente as batidas do coração do cuidador, um som que é altamente familiar ao bebê desde o tempo no útero. Quando é a mãe que segura o bebê, suas batidas do coração, voz, e respiração, pode oferecer um tipo de ruído branco que ajuda a se sentir seguro e continuar dormindo, apesar dos mesmos efeitos poderem acontecer quando outros cuidadores seguram o bebê no colo também. quando isso não for possível, o uso de um aparelho que produza ruído branco pode bloquear alguns dos sons da vida cotidiana que podem assustar o bebê, com isso produzindo um som de fundo que pode ajudar no sono. Esses sons tem sido introduzidos com sucesso no sono das crianças (Spencer, Moran, Lee, & Talbert, 1990),  e ajudando alguns pais a conseguirem dormir melhor (Lee & Gay, 2011).

O terceiro fator, movimento, também era abundante no útero, como bebê em uma bolsa macia e líquida que era balançada regularmente. Você se lembra de como o bebê costumava estar sempre acordado no útero quando você estava descansando? É porque ele ou ela estava dormindo enquanto você se movimentava. Pais modernos nas culturas ocidentais, frequentemente optam por um passeio de carro para fazer o bebê adormecer. O embalo do carro, junto ao conforto da cadeirinha leva o bebê a um estado de sonolência, o que permite que durmam enquanto os pais dirigem dando voltas sem destino. Contudo, esse mesmo sono induzido pelo movimento pode ser alcançado com o uso de um carrinho de bebê, dando ao papai ou mamãe a possibilidade de andar por aí, ou sair para uma caminhada ou corrida. Possivelmente a melhor opção, o uso de carregadores de bebês promovem movimento, toque e som, tudo ao mesmo tempo enquanto o cuidador ainda consegue fazer uma caminhada ou tarefas simples do dia-a-dia. “Vestir-se com o bebê” (sling, mei-tai, canguru, etc) pode ser a melhor forma de reproduzir um “útero externo” para desenvolver o corpo e cérebro do bebê em níveis ótimos (Narvaez et al., 2013).

O ponto principal, no entanto, é que é normal o fato dos bebês preferirem dormir em contato com outros ao invés do lugar que muitas pessoas consideram o local “ideal” para dormirem. Apesar dos adultos a preferirem, a cama em um quarto silencioso não é necessariamente o ideal para as sonecas dos bebês. Para um resumo em inglês do comportamento durante as sonecas, e como ter sonecas seguras enquanto usa um carregador de bebês, clique aqui e veja um informativo da ISIS (Infant Sleep Information Source).

***

Resumo final

Ao longo desses três posts, esperamos ter deixado claro que frequentemente os pais percebem como problemáticos os padrões de sono dos filhos que precisam ser “consertados”, quando na verdade são completamente normais e apropriados ao desenvolvimento. Conhecemos o fato de que várias famílias ainda veem o sono dos bebês e crianças como um problema, e por isso estamos concentrando nossos textos na questão de como ajudá-los de forma gentil a dormir. O que esperamos que os pais levem para suas vidas dessa série de textos é (a) um entendimento melhor dos vários comportamentos que constituem o que é “normal” quando se trata do sono dos nossos filhos, e (b) que se tal comportamento não estiver sendo um problema para sua família, podem ficar certos de que a criança não está sofrendo com esses comportamentos perfeitamente normais de sono. Ao invés de seguir o conselho de um certo especialista, entenda o que é necessário para manter o bebê seguro enquanto dorme e crie um ambiente de sono ao redor desses comportamentos de segurança.. e então, faça o que funciona melhor para seu filho. Deixe que ele ou ela seja seu guia.

Link para o original em Inglês: What is normal infant sleep? Part IIIhttp://evolutionaryparenting.com/what-is-normal-infant-sleep-part-iii/

Link para a tradução da Parte 1

https://www.facebook.com/notes/solu%C3%A7%C3%B5es-para-noites-sem-choro/o-que-%C3%A9-sono-normal-de-crian%C3%A7a-parte-1/563794936978253

Link para a tradução da Parte 2

https://www.facebook.com/notes/solu%C3%A7%C3%B5es-para-noites-sem-choro/o-que-%C3%A9-sono-normal-de-crian%C3%A7a-parte-2/563810836976663

Referências

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Cassels, T.G.  (2013).  ADHD, sleep problems, and bed sharing: future considerations.  The American Journal of Family Therapy, 41, 13-25.

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Goldman, A. S. (1993). The immune system of human milk: Antimicrobial anti-inflammatory and immunomodulating properties. Pediatric Infectious Disease Journal, 12(8), 664-671.

Hibberd, C.M.; Brooke, O.G.; Carter, N.D.; Haug, M; Harzer, G. (1981). Variation in the composition of breast milk during the first 5 weeks of lactation: implications for the feeding of preterm infants. Arch. Dis. Child., 57:658-62.

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Lien, E.L. (2003). Infant formulas with increased concentrations of α-lactalbumin. American Journal of Clinical Nutrition, 77(6), 1555S-1558S.

Meltzer, L.J. & Mindell, J.A. (2006).  Sleep and sleep disorders in children and adolescents. Psychiatric Clinics of North America, 29, 1059-1076.

Messmer R, Miller LD, Yu CM.  The relationship between parent-infant bed sharing and marital satisfaction for mothers of infants.  Family Relations 2012; 61: 798-810.

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O que é sono normal de criança? Parte 2

 

PARTE 2:  A IMPORTÂNCIA DE COMPREENDER QUE EXISTEM PADRÕES INDIVIDUAIS DE SONO

“Meu filho acorda às 2 da manhã e fica acordado por 1 a 2 horas!”

Uma de nós se lembra claramente da primeira vez que a filha fez isso. Por volta dos 14 meses de vida, acordou no meio da noite e não parecia estar pronta ou conseguir voltar a dormir por cerca de uma ou duas horas, apesar de todas as estratégias que os pais tentaram usar. Isso continuou regularmente por alguns meses. E então, da mesma forma misteriosa que começou, parou, e não aconteceu novamente até o ano seguinte.

O “motivo” é desconhecido – apesar de pesquisadores continuarem a explorar a fisiologia do sono – mas nós sabemos que despertares noturnos longos assim acontecem com várias crianças até os 3 anos de idade (Weinraub, Bender, Friedman, Susman, Knoke, Bradley, et al., 2012). Muitas vezes os despertares são rápidos e a criança se acalma facilmente. Outras vezes, demoram um pouco mais pra se acalmarem. Em ambos os casos, esse despertar não indica necessariamente que seu filho tem um “problema” de sono.  Noites mais frequentes de despertar noturno, chamados e choro são mais comuns por volta dos 6 meses de idade, e novamente quando estão perto de completar 2 anos. Tais despertares podem simplesmente ser uma das várias manifestações da ansiedade da separação pela qual a criança está passando—uma mudança normal que resulta do aprendizado da criança de que são seres separados de seus cuidadores (para ler mais, veja Middlemiss, 2004).

 Alguns argumentam que despertares noturnos nessa idade refletem problemas de sono, mas essas opiniões se baseiam em critérios que não necessariamente refletem a realidade do sono de crianças. Várias pesquisas descobriram que acordar à noite é relativamente comum entre os 12 e 24 meses de idade (Richman, 1981; Goodlin-Jones, Burnham, Gaylor, & Anders 2001; Scher, 2000; Weinraub et al., 2013).

Então, a percepção do pai ou mãe a respeito do que constitui um problema de sono pode ser ativada pela falta de conexão entre expectativas de sono ininterrupto e o padrão de sono de um bebê que sem dúvida se encontra dentro da normalidade, ou pelo impacto que esses despertares causam na qualidade de sono do pai /mãe e como ele ou ela vai levar o dia (Loutzenhiser,  Ahlquist, & Hoffman 2012).  Contudo, apesar de mudanças no padrão de sono serem inconvenientes e frustrantes, são uma ocorrência normal no contexto de uma relação saudável entre pais e filhos. Quando vistos como problemáticos, ao invés de normais, padrões que vão e vêm, os pais podem começar a ficar mais estressados e preocupados (Middlemiss, 2004). Como estamos aprendendo com vários pais, entender que despertares noturnos são normais pode ajudar bastante a torná-los mais toleráveis.

 “Meu filho não consegue dormir antes das 22:00.”

É comum em algumas partes das sociedades ocidentais acreditar que crianças precisam estar na cama antes das 19:00, por exemplo, para adquirir bons hábitos de sono. Infelizmente, essa não é a realidade para a maioria das famílias, e não é porque os pais estejam sendo negligentes, mas porque algumas crianças simplesmente têm um ritmo cicardiano diferente ou uma rotina mais noturna, que funciona para a família. Algumas crianças vão se manter nesse padrão durante a infância e alguns anos além.

Dados de outras culturas a respeito do horário de dormir das crianças mostram que dormir mais tarde é bem comum e predominante em países asiáticos (Mindell, Sadeh, Wiegand, How, & Goh, 2010).  Enquanto a média da hora de dormir para crianças em países caucasianos era em torno das 20:42, em países asiáticos era uma hora mais tarde (com a média de 21:44), sendo o horário mais tarde o de 22:17 em Hong Kong.  Notavelmente o despertar matinal era bem mais tarde também nesses países. Outra descoberta foi a de que a grande maioria das crianças em países asiáticos dormem na cama ou no quarto dos pais.  Então, crianças que dormem com seus pais podem naturalmente ter um horário de dormir mais próximo ao deles devido ao arranjo de sono.

O que é importante lembrar é que dormir tarde não é um problema em si. Mas se causa um problema para a família como um todo, os pais podem ajustar a rotina de sono noturno (Mindell, Telofski, Weigand, & Kurtz, 2009) ou começar a rotina um pouco mais cedo a cada dia, para gradualmente trazer a hora do sono para um pouco mais cedo (Richman, 1981).

“Meu filho dorme menos (ou mais) do que é recomendado, não importa o que eu faça!”

Muitas pessoas já viram “tabelas do sono” sobre quanto nossos filhos precisam dormir em vários estágios. Dizem aos pais que os recém-nascidos precisam dormir em torno de 16-18 horas, de que aos dois anos de idade as crianças precisam de um total de 13 horas de sono, e assim por diante.  Quando os pesquisadores exploram questões sobre quanto tempo os bebês e crianças devem dormir e quais são as recomendações saudáveis, as respostas não costumam ser muito claras e são geralmente baseadas na observação do quanto as crianças costumam dormir em diferentes épocas (Matricciani, Olds, Blunden, Rigney, & Williams, 2012).

Como pais, é importante nos lembrarmos de que essas são recomendações. Cada criança é diferente, e recomendações não se encaixam em todas as crianças. Algumas irão precisar de muito sono, e outras de menos. Caso ela esteja realmente em privação de sono, irão surgir sinais claros. Tais sinais incluem esfregar os olhos, parecer “desligado” e não conseguir manter a atenção em pessoas ou brinquedos, ficar extremamente ativo tarde da noite, e ter dificuldade em despertar de manhã.  Prestando atenção à sua criança e às dicas e comportamento dela, você vai ser capaz de saber se ela está dormindo o suficiente, independente do número exato de horas de sono. Sono é importante, mas há várias formas de consegui-lo além de um período único, longo e ininterrupto.

*Pesquisadores estão começando a dizer agora que acordar no meio da noite é comum na vida adulta e era visto como normal tempos atrás – o “primeiro sono” durava em torno de 4 horas, com um período de despertar, seguido por um “segundo sono” com mais 4 horas ( para maiores detalhes, veja aqui e no livro: At Day’s Close: Night in Times Past by Roger Ekirch (Norton 2005).

Tradução: Gabriela de O. M. da Silva

Link para o original (What is normal infant sleep – part II)http://evolutionaryparenting.com/what-is-normal-infant-sleep-part-ii/


Referências:

Goodlin-Jones, B. L., Burnham, M. M., Gaylor, E. E., & Anders, T. F. (2001). Night waking, sleep-wake organization, and self-soothing in the first year of life. Journal of developmental and behavioral pediatrics: JDBP22(4), 226.

Loutzenhiser, L., Ahlquist, A., & Hoffman, J. (2011). Infant and maternal factors associated with maternal perceptions of infant sleep problems. Journal of Reproductive and Infant Psychology,29(5), 460-471.

Matricciani, L. A., Olds, T. S., Blunden, S., Rigney, G., & Williams, M. T. (2012).  Never enough sleep: a brief history of sleep recommendations for children.  Pediatrics, 129, 548-556.

Middlemiss, W.  (2004). Infant sleep: a review of normative and problematic sleep and interventions.  Early Child Development and Care, 174, 99-122.

Mindell, J. A., Sadeh, A., Wiegand, B., How, T. H., & Goh, D. Y. T. (2010). Cross-cultural differences in infant and toddler sleep.  Sleep Medicine, 11, 274-280.

Mindell, J. A., Telofski, L. S., Weigand, B., & Kurtz, E. S. (2009).  A nightly bedtime routine: impact on sleep in young children and maternal mood.  Sleep, 32, 599-606.

Richman, N.  (1981a).  A community survey of characteristics of one to two-year-olds with sleep disruptions.  Journal of the American Academy of Child Psychiatry, 20, 281-291.

Richman, N. (1981b).  Sleep problems in young children.  Archives of Disease in Childhood, 56,491-493.

Scher A. (1991). A longitudinal study of night waking in the first year. Child: care, health and development. Professional Care of Mother and Child, 17(5), 295-302.

Weinraub, M., Bender, R. H., Friedman, S. L., Susman, E. J., Knoke, B., Bradley, R., Houts, R., & Williams, J. (2012).  Patterns of developmental change in infants’ nighttime sleep awakenings from 6 through 36 months of age.  Developmental Psychology, 48, 1511-1528

O que é normal no sono de criança? Parte 1

Por: Tracy G. Cassels

Darcia Narvaez

Wendy Middlemiss

John Hoffman

James McKenna

Sarah Ockwell-Smith

Kathleen Kendall-Tackett

Helen Stevens

Problemas de sono infantis são as principais preocupações dos pais de crianças pequenas. Pergunte a qualquer pai/mãe, e a maioria vai reclamar de falta de sono. Vários estarão preocupados pensando que a situação pela qual estão passando não é “normal” e acreditam que seus filhos têm problemas que precisam ser corrigidos. Então eles procuram livros, perguntam a amigos e familiares ou até mesmo ao médico a respeito do que fazer com o padrão ruim de sono das crianças. E para piorar a situação, eles ainda sentem enorme ansiedade e preocupação. Parte dessa epidemia de pais angustiados com o sono dos filhos se deve ao fato de vivermos em uma cultura na qual lhes dizem repetidamente que precisam se preocupar com o sono das crianças, e que haverá conseqüências se os filhos não conseguirem dormir o suficiente. Outro problema é que a maioria dos pais, tendo pouca experiência anterior com crianças até a chegada dos próprios filhos, têm pouca consciência a respeito do que é verdadeiramente “normal” em se tratando de sono infantil.

O simples fato de ter consciência dos padrões normais de sono pode ajudar a diminuir o estresse e a ansiedade que os pais sentem, trazendo assim momentos mais felizes para a família inteira.

Então, o que é o normal?

Nesse  post, iremos tratar de algumas das preocupações mais comuns dos pais em torno do sono, esperando que assim possam vê-los como partes normais do desenvolvimento das crianças.

PARTE 1: O PAPEL IMPORTANTÍSSIMO DA ALIMENTAÇÃO E DAS MUDANÇAS NO DESENVOLVIMENTO

“Meu bebê acorda de hora em hora, seja dia ou noite, para ser alimentado”

Seja de hora em hora, ou a cada duas horas, ou mesmo de três em três, os pais frequentemente se preocupam quando bebês novinhos acordam várias vezes para se alimentar. Essa preocupação não é surpresa se levarmos em conta o objetivo de “dormir a noite toda” que a nossa cultura nos força a ter. Contudo, dormir a noite inteira não é biologicamente normal, principalmente para um bebê amamentado ao seio.

Assim que nasce, o estômago do bebê tem a capacidade para armazenar apenas duas colheres de chá de leite, o que significa que ele ou ela terá que ser alimentado com frequência a fim de atender às demandas de energia que acompanham esse período de crescimento. Apesar do estômago crescer relativamente rápido, a quantidade de gordura e proteína  presentes no leite humano é bem menor que a do leite de outros mamíferos, e por esse motive o bebê precisa mamar várias vezes, o que leva a mais despertares noturnos. (Ball, 2003; Ball, 2009).

O leite materno humano, desenvolvido para bebês que precisam ser alimentados em livre-demanda dia e noite, é digerido fácil e rapidamente. Leites artificiais (fórmulas), no entanto, são tipicamente produzidos a partir do leite de outras espécies de mamíferos – vacas – e contém mais gordura e vários outros aditivos que tornam sua digestão mais lenta e difícil. Isso pode afetar o sono do bebê, resultando em um sono pesado não-natural (permanecendo mais tempo nos estágios 3-4) (Butte, Jensen, Moon, Glaze, & Frost Jr., 1992), um estágio de sono do qual é mais difícil acordar para finalizar pausas na respiração (principalmente em crianças com dificuldade em acordar), dessa forma diminuindo potencialmente a capacidade do bebê de manter oxigênio suficiente em seu corpinho. Ainda assim, o uso de fórmulas de leite não necessariamente proporciona aos pais mais horas de sono (Doan, Gardiner, Gay, & Lee, 2007).

Crianças cuja fonte de energia principal for o leite materno irão despertar frequentemente para mamar, algo que é essencial para que a amamentação continue (Ball, 2009). Contudo, independente do modo de alimentação, várias crianças acordam com frequência no decorrer da noite (Weinraub, Bender, Friedman, Susman, Knoke, Bradley, et al., 2012).  Acordar à noite é normal e uma adaptação biológica. Na verdade, apesar de ser descrito que os padrões de sono se consolidam no segundo ano de vida, esse padrão é diferente quando se trata de bebês amamentados.

As mães que amamentam acordam com mais frequência, mas relatam um sono melhor no total. Por exemplo, em um estudo que acompanhou bebês amamentados ao longo de 2 anos, foi verificado que essas crianças continuavam a despertar frequentemente ao longo do segundo ano de vida, um padrão bem mais similar ao de culturas nas quais dormir com o bebê e a amamentação continuada  são mais comuns (Elias, Nicolson, Bora, & Johnston, 1986).

Despertares noturnos servem para proteger a criança.  Despertares noturnos são mais comumente relatados entre as crianças que compartilham a cama com um dos pais, contudo esses despertares e o leito compartilhado (quando seguindo normas de segurança) podem na verdade proteger a criança da síndrome da morte-súbita do lactente – SIDS (Mosko, Richard, & McKenna, 1997; Mosko, Richard, McKenna, & Drummond, 1996).  O período mais crítico para o risco de morte-súbita vai  do nascimento até os 8 meses de vida (com um pico entre os 2-3 meses) e os despertares noturnos podem servir como mecanismo de defesa. Na verdade, se observarmos a criação de bebês ao longo da história, e em várias culturas, veremos que acordar de madrugada, partilhar a cama e amamentar são o padrão ao qual deveríamos comparar o comportamento de sono dos demais bebês.

“Meu bebê já estava dormindo a noite toda, e de repente voltou a acordar de madrugada.”

Imagine que você vem acordando regularmente para alimentar seu bebê que desperta, mas conforme o tempo passa, isso vai diminuindo de frequência. Então você percebe que está conseguindo dormir longos períodos, Horas ininterruptas de sono, finalmente! É maravilhoso. Então, de repente isso acaba. Seu bebê maravilhoso que dorme a noite toda, voltou a acordar de madrugada. Essa experiência, que é real para muitos, pode causar frustração e desespero, acompanhado da sensação de que você deve ter feito algo errado, ou que precisa fazer algo pra conseguir que o sono dele volte a ser como antes.

Mas aí está a questão: você não fez nada. Um retorno aos despertares noturnos após períodos de sono ininterrupto é completamente normal. O sono de muitas crianças vai ser cíclico assim por um tempo. Na verdade, pesquisadores de padrões de sono descobriram que bebês entre os 6 e 12 meses irão comumente começar a acordar com frequência à noite, mesmo depois de passarem um tempo dormindo horas a fio. (Scher, 1991; Scher, 2001).  O fato é que, em um estudo que observou o sono de bebês dos 3 aos 42 meses de vida, observou-se que os despertares noturnos e a duração do sono eram bastante instáveis nessa fase da vida dos bebês (Scher, Epstein, & Tirosh, 2004).

O que causa a mudança no padrão de sono? Há várias razões prováveis, dependendo de cada criança. Para algumas, pode ser um salto de desenvolvimento ou o nascimento de dentes. Para outros, pode ser um aprendizado cognitivo que os deixa mais inquietos, ou a ansiedade da separação. Recentemente um estudo mostrou que os bebês costumam acordar mais frequentemente quando estão aprendendo a engatinhar. E para outros, nunca chegaremos a descobrir o motivo. Mas conforme as crianças crescem e desenvolvem um ritmo cicardiano, começam a passar por ciclos de sono – alguns mais convenientes para os pais do que os outros. Os pais precisam estar cientes de que estas mudanças são totalmente normais, apesar de poderem ser frustrantes. Felizmente, assim que você descobre que tais mudanças são esperadas, você se prepara melhor ou pelo menos não acrescenta ansiedade às interrupções no sono com as quais é forçado a lidar por vez ou outra.

A segunda parte vai tratar do papel dos padrões individuais no sono das crianças, e a razão para não nos preocuparmos quando nosso bebê não se encaixa no que a maioria dos demais fazem quando se trata de dormir.

Tradução: Gabriela de O. M. da Silva

Link para o original (What is normal infant sleep- part I)http://evolutionaryparenting.com/normal-infant-sleep-part-i/

Referências

Ball, H. L. (2003).  Breastfeeding, bed-sharing, and infant sleep.  Birth, 30, 181-188.

Ball, H. L. (2009).  Bed-sharing and co-sleeping: research overview.  NCT New Digest, 48, 22-27.

Butte, N. F., Jensen, C. L., Moon, J. K., Glaze, D. G., & Frost Jr., J. D. (1992).  Sleep organization and energy expenditure of breast-fed and formula-fed infants.  Pediatric Research, 32, 514-519.

Doan, T., Gardiner, A., Gay, C. L., & Lee, K. A. (2007).  Breast-feeding increases sleep duration of new parents.  Journal of Perinatal & Neonatal Nursing, 21, 200-206.

Elias, M. F., Nicolson, N. A., Bora, C., & Johnston, J. (1986).  Sleep/wake patterns of breast-fed infants in the first 2 years of life.  Pediatrics, 77, 322-329.

Mosko, S., Richard, C., & McKenna, J. (1997).  Infant arousals during mother-infant bed sharing: Implications for infant sleep and sudden infant death syndrome research.  Pediatrics, 100, 841-849.

Mosko, S., Richard, C., McKenna, J., & Drummond, S. (1996).  Infant sleep architecture during bedsharing and possible implications for SIDS.  Sleep, 19, 677-684.

Scher, A.  (2001).  Attachment and sleep: A study of night-waking in 12-month-old infants. Developmental Psychobiology, 38, 274-285.

Scher, A. (1991).  A longitudinal study of night waking in the first year.  Child: Care, Health and Development, 17, 295-302.

Scher, A., Epstein, R., & Tirosh, E. (2004).  Stability and changes in sleep regulation: A longitudinal study from 3 months to 3 years.  International Journal of Behavioral Development, 28, 268-274.

Weinraub, M., Bender, R. H., Friedman, S. L., Susman, E. J., Knoke, B., Bradley, R., Houts, R., & Williams, J. (2012).  Patterns of developmental change in infants’ nighttime sleep awakenings from 6 through 36 months of age.  Developmental Psychology, 48, 1511-1528.

Se seu filho te tira do sério, isso pode ser sério!

Perfeito! Não poderia ter sido mais claro!

Temos que falar sobre isso - TQFSI

Por Luzinete R. C. Carvalho (Psicanalista) – 08 Janeiro 2015 – Visão Clara
Na verdade crianças não “tiram os adultos do sério”.
Adultos já estão “fora do sério”.
Adultos vivem “fora do sério” por questões pessoais!
Por suas próprias frustrações, preocupações, medos, mágoas, receios, pressa, pressões externas e internas. Os adultos estão constantemente fora de si, desarmonizados, encolerizados, contidos, como bombas prestes a explodir.
O que acontece é que mais facilmente se deixam explodir quando precisam lidar com quem é menor, mais frágil, indefeso, quando lidam com quem não precisam temer uma retaliação…
Por isso, antes de se permitir “sair do sério” com uma criança, reflita se você já não está “fora do sério” por outras razões em sua vida, razões que só você pode (e deve) tentar mudar!
Talvez seja a vida apressada, cheia de horários controlados por segundos preciosos, que não podem ser “perdidos” por causa de uma…

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Os pais devem ser modelos positivos para os filhos

5. Então o Senhor desceu na nuvem, permaneceu ali com ele e proclamou o seu nome: o Senhor.

6. E passou diante de Moisés, proclamando: “Senhor, Senhor, Deus compassivo e misericordioso, paciente, cheio de amor e de fidelidade, que mantém o seu amor a milhares e perdoa a maldade, a rebelião e o pecado.

7. Contudo, não deixa de punir o culpado; castiga os filhos e os netos pelo pecado de seus pais, até a terceira e a quarta gerações”.

Êxodo 34:5-7

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Crianças Francesas comem de tudo

A Canadense Karen decide passar 1 ano com sua família na França, país natal de seu marido. Nesse período ela observa que a postura dos Franceses em relação a comida é totalmente diferente do estilo norte-americano. Depois de muita observação e gafes, ela tenta adaptar as regras Francesas às suas filhas Sophie e Claire (5 e 2 anos respectivamente), mudando completamente a forma com que elas encaram os alimentos, bem como o seu preparo e consumo. Todo esse estudo resultou em 10 regras de ouro para comer de maneira saudável e feliz. Vale a pena a leitura, até mesmo para conhecer sobre essa cultura fascinante que é a francesa.  O livro também traz muitas receitinhas legais e fáceis de preparar. 

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Cuidados com a saúde bucal do bebê!

A Odontologia está ligada diretamente com todo o processo de saúde e bem estar do ser humano. Quando falamos em gravidez, bebês e criança, muitas ainda são as duvidas e mitos que encontramos correlacionadas a está área.

Muitas pessoas ainda não sabem, mas existe um pré-natal odontológico onde se inicia o trabalho do Odontopediatra. Nesta fase existem hormônios que ajudam a desenvolver gengivite e periodontite que podem levar a um parto prematuro..

Ao 4º mês de gestação o bebê começa a desenvolver seu paladar, logo se a mãe faz ingestão de muitos doces a criança terá preferencia pelo doce quando chegar na hora se alimentar. São vários assuntos que podemos abordar quando se trata de saúde bucal, mas hoje quero falar um pouco sobre a prevenção de cárie na primeira infância que vai de 6 meses até 3 anos de idade. Continuar lendo Cuidados com a saúde bucal do bebê!

Parto Domiciliar, Hospitalar ou Cesárea? Eis a questão!

Se você parou para ler esse artigo, de duas uma. Ou você quer engravidar ou já está grávida. Então, nunca é tarde para estudar sobre o assunto gestação, parto e maternidade.

Se você acompanha meu blog sabe que eu sou a favor do parto humanizado e nascimento respeitoso. Deixo claro, eu cheguei à conclusão de que isso foi o melhor pra mim e pra minha família. Não foi porque eu tive, sua amiga teve, a vizinha teve, que você tem que ter.

Então, te proponho uma reflexão sobre o assunto.

Escolher ter filhos e a forma que virão ao mundo é uma escolha muito particular e que cabe bastante reflexão em conjunto (você e seu companheiro). Cada família sabe que opção se encaixa em sua realidade. Seja financeira, psicológica ou qualquer outra situação pode pesar e  interferir nessa decisão. Então, deixarei aqui os fatores que me influenciaram na decisão pelo parto natural.

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Devo voltar ou não a trabalhar depois do nascimento dos filhos?

Devo voltar ou não a trabalhar depois do nascimento dos filhos?

Largar ou não o emprego para cuidar dos filhos? Como vou conseguir retornar ao trabalho depois que meu filho/filha nascer? Essas são algumas questões que pairam na mente da maioria das mulheres que querem engravidar ou que estão gestantes.

Eu passei a gestação estudando e procurando um meio de, antecipadamente lidar com essas questões, possíveis frustrações e julgamentos a depender da escolha que juntamente com meu marido tomaríamos. Quem cuidaria de nossa filha?

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Tudo o que você precisa saber sobre Fraldas de Pano Modernas!

Hoje o nosso papo vai ser sobre Fraldas de Pano Modernas.

Por Vanessa Daniele

“Oi? Ouvi direito? Tem gente que ainda usa fralda de pano no século XXI? Voltar para o tanque pra lavar cocô de criança? Deuzulivre!!”

“Ah, eu já conheço… filha, era dessa que você usava quando era criança… A gente coloca a fralda aqui dentro do bolso, prende com alfinete e por cima vai a calça plástica…”

Reação de espanto ou de nostalgia é o que não falta quando eu levo as fraldas para eventos e/ou feiras.

Me apresento: sou Vanessa, 36 anos, mãe da Sara que acaba de completar 2 anos. Quando minha filha nasceu, eu tirei a licença-maternidade de 4 meses e depois meu contrato temporário como professora encerrou. A Sara estava usando as fraldas de pano modernas há 3 meses, eu sem emprego, Brasília com demanda nesse segmento e nenhum vendedor desses produtos. Foi aí que surgiu a ideia de trabalhar com as fraldas de pano modernas. Assim comecei os contatos com as artesãs de fraldinhas no Brasil. Continuar lendo Tudo o que você precisa saber sobre Fraldas de Pano Modernas!

Por Nathaly Rodrigues

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