Identidade Materna – Sobre o que escrever?

Na gravidez da Emily, eu não sabia absolutamente nada de gestação, parto e maternidade, afinal antes não se passava pela minha cabeça a ideia de ser mãe. Passei então a estudar e acabei focando no tema “parto e amamentação”, porque isso me parecia ser importante no período em que eu estava passando. Encontrei vários livros, blogs, fóruns que me auxiliaram muito na tomada de decisão pelo Parto Domiciliar Planejado ; essa decisão mudou radicalmente minha forma de ver o mundo e as pessoas.

Depois do parto da Emily, vieram outras questões à tona, como quais decisões sobre criação e forma de lidar com aquele pequeno ser que Deus havia colocado em minha vida. A primeira que tivemos de tomar como pais foi “onde Emily iria dormir?”.

Antes, o pai dela e eu decidimos que Emily teria o seu cantinho, um quarto todo decorado e organizado com carinho para recebê-la, com um berço aguardando a sua chegada. Depois que ela nasceu, passamos a nossa primeira noite juntos como família. Como eu havia acabado de parir, o pai dela também estava cansado pelas longas horas de acompanhamento no meu trabalho de parto. Ambos estávamos “ocitocinados”, inundados de amor, porém cansados. E então? vamos deixar esse bebê pequeno e indefeso em outro quarto? ela saiu de um lugar quentinho e aconchegante onde ela estava abraçadinha e acolhida, por um berço frio e longe das pessoas que tanto a amavam. Concluímos sem hesitação que ela dormiria conosco.

Essa questão é pessoal; cada casal deve decidir sua forma de conduzir esse assunto, não apenas se baseando no que os outros pensam, mas em suas experiências e sentimentos. Decidimos, assim, pela cama compartilhada (situação que permaneceu até Emily fazer 1 ano e eu engravidar novamente – um assunto para outro dia!).

Os meses foram se passando, e outras decisões foram tomadas, à medida que eu fui conhecendo minha filha e que as demandas foram surgindo. Por exemplo, não dar chupeta, tentar acalmá-la sem medicação, tentar imitar o ambiente uterino (nos primeiros 3 meses de vida), como dar banho no tummy tub, deixá-la sempre colada ao meu corpo com o uso de wrap sling, amamentação em livre demanda e exclusiva até os 6 meses, imitar o balanço que ela sentia na vida uterina (quicar na bola de pilates).

Estudei também sobre os picos de crescimento e saltos de desenvolvimento (fases específicas que alteram o comportamento do bebê). Enfim, nesse primeiro ano de Emily, descobri e coloquei em prática muitas coisas que achei convenientes depois de muitas leituras e vivência com a minha pequena. Sei que cada dia terei de passar por novos desafios e estudarei novos assuntos. Muitas pessoas que estiverem lendo este texto poderão identificar minhas decisões como um “pacote da humanização”, mas gostaria de deixar claro que todas as nossas decisões em relação ao parto e à criação da Emily são intuitivas, depois de muita leitura e observação, logo não fazem parte de um pacote ideológico específico.

Nesse acesso a tanta informação, eu me deparei com uma blogosfera materna recheada de temas e assuntos “esquerdistas”, então comecei a pesquisar sobre a existência de blogs maternos com tendências conservadoras; como não encontrei nenhum, surgiu-me a ideia de criar um blog para discutir assuntos de maternidade com uma visão mais conservadora, afinal quero preparar meus filhos para um mundo melhor. Se eles não puderem viver em um mundo melhor, que sejam a diferença por onde passarem.

Você se interessou? Então me acompanhe e deixe seu comentário com temas que gostaria que fossem abordados.

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