Devo voltar ou não a trabalhar depois do nascimento dos filhos?

Devo voltar ou não a trabalhar depois do nascimento dos filhos?

Largar ou não o emprego para cuidar dos filhos? Como vou conseguir retornar ao trabalho depois que meu filho/filha nascer? Essas são algumas questões que pairam na mente da maioria das mulheres que querem engravidar ou que estão gestantes.

Eu passei a gestação estudando e procurando um meio de, antecipadamente lidar com essas questões, possíveis frustrações e julgamentos a depender da escolha que juntamente com meu marido tomaríamos. Quem cuidaria de nossa filha?

Durante a minha primeira gestação eu já havia optado por caminhos que me trariam maior ligação emocional à minha filha (parto natural, amamentação em livre demanda e cama compartilhada). A questão que me preocupava era, como eu lidaria com a separação emocional (sim, era como eu me sentia) ao ter que deixar minha filha em casa com 07 meses. Eu ainda fui privilegiada por trabalhar em uma empresa que apoia o vínculo afetivo com o bebê, concedendo às empregadas a licença-maternidade de seis meses, além de disponibilizar a redução da jornada de trabalho em 1h por dia para a mãe manter a amamentação do bebê até que ele complete dois anos de idade, como recomenda a Sociedade Brasileira de Pediatria. Porém, a grande maioria das mães não usufruem de privilégios com esses nas empresas em que trabalham.

Eu me indagava, como poderia deixar em casa aquele bebê que não sabia falar, que mamava praticamente o dia inteiro e que ainda estava na fase de descoberta dos alimentos, por várias horas sem a minha presença para eventualmente acalmá-lo.

Comecei a estudar as possibilidades com meu marido, uma vez que sendo concursada eu lidava com o dilema de pedir demissão, e depois me arrepender, já que tomada a decisão seria algo irreversível. Sabíamos de antemão que a nossa presença seria extremamente importante para ela, uma vez que poderíamos acompanhar de perto o seu desenvolvimento e ela teria a segurança de ter um dos pais sempre por perto.

Depois de ler sobre o assunto e de muito refletir, optei por retornar ao trabalho!

Decidimos manter nossa filha longe de instituições de ensino (berçários, creches, escolas e day care) e tentaremos postergar isso o maior tempo que conseguirmos.

Ajustamos nossos horários do trabalho de modo que os turnos fossem alternados e que ela contasse com a nossa presença na maior parte do dia. Abrimos mão de tempo juntos como casal, para passar mais tempo com ela, afinal era algo temporário, ela cresceria, amadureceria e nós poderíamos desfrutar do nosso tempo juntos em outros momentos.

Assim seguimos, contratamos alguém para cuidar dela no intervalo de tempo em que meu marido estaria se dirigindo ao trabalho e eu retornando. Um ano depois do meu retorno eu sai de licença novamente com a chegada do Theo. Há duas semanas retornei ao trabalho e decidimos seguir a mesma estratégia adotada anteriormente.

Nessa jornada de voltar a trabalhar eu aprendi que não devemos nos preocupar com o que está acima de nossas possibilidades, isso cabe a Deus. Mas o que podemos fazer, devemos dar o nosso melhor, seja qual for a nossa decisão, pois somos seres com necessidades e contextos familiares diferentes.

  • Se você optou por parar de trabalhar e ser mãe em tempo integral.
    • Organize um cronograma de atividades para otimizar o seu tempo, quando estamos em casa o tempo passa rápido, nos perdemos em meio a alta demanda de atividades, se não temos um padrão a seguir nos perdemos em nossas tarefas consequentemente perdemos tempo.
    • Passe tempo com seu filho, mesmo que seja só para admirá-lo brincando, as tarefas podem esperar, a casa bagunçada pode esperar, o seu filho cresce.
  • Se você optou por deixa-lo em creche.
    • Participe das decisões que são tomadas na instituição, veja como seu filho é tratado, como é o cardápio alimentar e a rotina de sono e banho.
    • Observe o comportamento dele no dia a dia. As crianças em geral são muito sensíveis às mudanças.
    • Evite deixar seu filho por longos períodos na creche.
    • Curta os momentos em que estiverem juntos. Leia antes de dormir, tomem banho, brinquem e durmam juntos. Estabeleça essa parceria. Por menor que seja o tempo que vocês tenham, aproveitem. São nesses momentos que você poderá observar o comportamento dele!
  • Se você optou por babá ou outro cuidador.
    • Instale câmeras em casa e monitore o que acontece em sua ausência
    • Converse diariamente com a cuidadora de seu filho, peça que ela reporte qualquer alteração no comportamento dele.
    • Anote suas recomendações em relação aos cuidados de seu filho, para que a cuidadora possa sempre recorrer quando surgir dúvidas.
    • Deixe um manual de prevenção de acidentes no lar sempre a vista.
    • Quando estiver em casa, converse com seu filho, estabeleça o hábito de saber sobre seu dia.
    • Curta o tempo que estiverem juntos.

Nós como pais que estudamos e queremos participar ativamente dos cuidados de nossos filhos não devemos nos culpar pelo tempo ausente e sim aperfeiçoar o tempo que temos perto deles. Seja qual for a sua decisão, reflita. Cada família é diferente, o que foi bom pra mim pode não ser pra você. Não existe um padrão para criar filhos, isso requer leitura, reflexão e tomada de decisão. Seja qual for a sua, fique em paz e faça o seu melhor, nós já carregamos muitas culpas, não deixem que o fato de trabalharem ou não fora, seja mais uma!

Qualquer que seja a sua decisão, falarão a respeito.
Seja qual for a sua decisão, falarão a respeito.
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